Projetos

Diana & A6/11

O cuidado diário de crianças com dermatite atópica é um desafio constante para os pais, consumindo muito do seu tempo e da sua energia. São várias as ansiedades em relação ao funcionamento emocional e comportamental dos filhos e à forma como estes gerem a doença. A Sanofi com o apoio da ADERMAP - Associação Dermatite Atópica Portugal, lança uma campanha que visa mostrar aquilo por que passam algumas crianças que sofrem com dermatite atópica, como a doença afeta o seu quotidiano, as sua relações pessoais e sociais e de que forma podem gerir a sua doença.

Venham conhecer a Diana e o seu amigo A6/11

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    #DAGARRAATUAVIDA

    É difícil falar sobre dermatite atópica sem saber o que passam as pessoas que vivem com a doença, mas também é difícil colocarmo-nos na "pele dos outros". Mas e se conseguíssemos? E se pela primeira vez na história todos tivéssemos sido postos à prova? Desde março de 2020, que somos sujeitos a um conjunto de situações que nos fazem sentir um pouco do que sentem as pessoas que vivem com dermatite atópica moderada a grave. O confinamento voluntário, a distância social, os planos de contigência e o estado de emergência são expressões que ganharam significado nas nossas vidas, mas que expressam o dia a dia de quem vive com esta doença. A ação de sensibilização #DAGARRAATUAVIDA tem como objetivo aumentar o conhecimento do impacto causado pela D.A. na vida das pessoas que sofrem com esta doença e suas famílias, contando com o apoio da ADERMAP - Associação Dermatite Atópica Portugal.

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      DÁ QUE PENSAR

      A Dermatite Atópica (D.A.) é uma das doenças inflamatórias crónicas da pele mais comuns e a sua incidência tem aumentado nos últimos anos, essencialmente nos países desenvolvidos.

      Com o objetivo de estudar o impacto económico, social e na qualidade de vida dos doentes com Dermatite Atópica, a NOVA IMS da Universidade Nova de Lisboa desenvolveu, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) e a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP) e com o apoio da SANOFI, o primeiro estudo sobre o Impacto da Dermatite Atópica em Portugal. *

      Este estudo permite conhecer o real impacto da doença nas diferentes dimensões da qualidade de vida, o impacto económico para os doentes e para a sociedade e o impacto das variáveis mediadoras como absentismo, presenteísmo, produtividade, entre outras.

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        REFERÊNCIAS:
        1. Torres T, et al. Update on atopic dermatitis, Acta Med Port 2019 Sep;32(9):606–613; 2. Simpson et al. 2018, Association of Inadequately Controlled Disease and Disease Severity With Patient-Reported Disease Burden in Adults With Atopic Dermatitis
        *Estudo do impacto social e económico da Dermatite Atópica em Portugal realizado pela NOVA IMS, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venerologia (SPDV) e a Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP), com apoio da Sanofi. O Universo (ou população alvo) deste estudo é constituído pelos doentes diagnosticados com Dermatite Atópica, residentes em Portugal, entre junho 2019 e janeiro 2020, e contou com 204 respostas.

        INFLAMAÇÃO TIPO 2

        A inflamação tipo 2 tem um papel central na fisiopatologia de várias doenças, como a dermatite atópica, asma e rinossinusite crónica com polipose nasal.

        O que é a inflamação de tipo 2?

        O nosso sistema imunológico está dividido, de uma forma simples, em dois grandes campos. A inflamação de tipo 1, em que há um determinado tipo de células e de mediadores, que estão essencialmente focados em combater as doenças bacterianas e as infeções a vírus, e uma inflamação de T2, com outro tipo de células e mediadores, que habitualmente não está tão evidenciada, e que nós temos aqueles principalmente para nos ajudar a combater as infeções parasitárias. O que acontece é que em algumas pessoas, a inflamação tipo 2 adquire um protagonismo maior do que aquele que era o adequado. Ou seja, nós temos os mediadores e as células de tipo 2 muito mais ativas. Ora como não temos muitas infestações parasitárias, especialmente no nosso país, que tem poucos parasitas, essa parte do sistema imunológico, quando fica mais ativa, vai provocar inflamação a outros níveis, vai nomeadamente ser responsável pela produção de anticorpos contra aquilo que chamamos os alérgenos, ou seja, substâncias que habitualmente não deveriam fazer mal, mas que o organismo vai reconhecer como se fossem uma entidade patológica e então vai desenvolver essa inflamação.

        Em algumas pessoas essa parte do sistema imunológico fica ativo, mesmo sem a existência dos parasitas, ou seja, é uma ligeira desregulação do sistema imunológico em que depois vai dar origem algumas doenças. Podemos ter asma, uma inflamação a nível brônquico, rinite ou rinossinusite, se a inflamação for a nível das vias superiores, portanto do nariz, da mucosa nasal... Podemos ter um eczema atópico, se for a nível da pele, também algumas inflamações ao nível do intestino, se for afetado o sistema digestivo. Ora como esta inflamação T2 vai estar mais ativa para essa pessoa, é frequente que o mesmo doente tenha várias destas doenças ao mesmo tempo, porque vai ter, na sua base, o mesmo mecanismo inflamatório.

        Conheça mais sobre as doenças associadas a este tipo de inflamação em:

        Fonte:

        Entrevista Dra Ana Mendes ao Diário de Noticias, 29/5/2022

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